Paralelo Tech

1ª Fábrica de Fintechs transforma empresas em plataformas financeiras

Integração de serviços financeiros ao negócio fortalece receita, eficiência operacional e relacionamento com clientes

A forma como as empresas geram receita está passando por uma mudança estrutural. O avanço do Embedded Finance, modelo em que companhias integram serviços financeiros ao próprio negócio, vem transformando setores inteiros da economia.

No Brasil, esse movimento ganha escala apoiado pela digitalização acelerada do sistema financeiro. O país já conta com mais de 1.500 fintechs em operação, enquanto o volume de crédito no Sistema Financeiro Nacional supera R$ 5 trilhões, com crescimento relevante do crédito privado e de soluções fora do sistema bancário tradicional. Esse ambiente tem impulsionado o avanço do banking as a service e de modelos financeiros integrados, permitindo que empresas de setores como indústria, varejo, educação e serviços passem a oferecer crédito, pagamentos e contas digitais dentro da própria operação.

Com uma base crescente de consumidores digitalizados e maior acesso a serviços financeiros, o Brasil se consolida como um dos mercados mais férteis para a expansão do Embedded Finance. Na prática, o que antes era custo bancário passa a se tornar uma nova linha de receita, com impacto direto em margem, retenção de clientes e geração de valor recorrente dentro das empresas.

Essa mudança redefine o papel das empresas dentro do sistema financeiro. Em vez de depender exclusivamente de bancos, companhias passam a capturar valor ao longo de toda a jornada financeira do cliente. “Hoje, muitas empresas ainda operam com margens pressionadas sem perceber que já possuem, dentro da própria operação, ativos financeiros relevantes que não estão sendo monetizados. Elas pagam taxas, intermediam crédito, facilitam transações e assumem riscos, mas deixam esse valor com terceiros. Quando estruturamos uma vertical financeira, essa lógica muda completamente.

A empresa passa a capturar receita em diferentes pontos da jornada, melhora a previsibilidade de caixa e fortalece o relacionamento com o cliente, porque deixa de oferecer apenas um produto ou serviço e passa a oferecer uma solução completa”, afirma Leticia Moschioni, sócia da Finscale. A transformação não exige que a empresa vire um banco tradicional, mas sim que utilize tecnologia e parcerias para estruturar soluções financeiras próprias.

“O que muda é a lógica de atuação. Esse reposicionamento já começa a refletir diretamente nos resultados: empresas que estruturam operações financeiras próprias podem atingir crescimento de 15% até 40% de incremento na receita, impulsionado pela criação de novas linhas de faturamento e pelo aumento da retenção de clientes. A empresa deixa de ser apenas usuária do sistema financeiro e passa a operar dentro dele, com inteligência e estratégia.

Isso permite não só gerar novas receitas, mas também ganhar eficiência operacional, reduzir dependência de terceiros e criar um ecossistema mais integrado. No longo prazo, as empresas que entenderem esse movimento vão operar com margens maiores e maior controle sobre sua própria cadeia de valor”, acrescenta Raphael Monteiro, sócio da Finscale.

Dentro desse movimento, ganha espaço um novo tipo de operação especializada em estruturar soluções financeiras para empresas que desejam capturar esse valor. A Finscale atua nesse modelo ao estruturar operações financeiras dentro de companhias de diferentes setores, transformando serviços financeiros em uma nova unidade de negócio. A proposta vai além da consultoria tradicional, com uma atuação que começa no diagnóstico estratégico da operação, identificando onde estão as oportunidades de receita, redução de custos e aumento de eficiência por meio de soluções financeiras.

A partir desse mapeamento, a empresa desenvolve toda a arquitetura do projeto, desde a modelagem econômica até a implementação com parceiros do mercado, permitindo que a companhia passe a operar sua própria vertical financeira de forma estruturada. O diferencial está na execução ponta a ponta, que garante que a estratégia saia do papel e se torne uma operação real e rentável.

“Nosso papel é mostrar para as empresas que elas já têm os ativos necessários para operar soluções financeiras, mas muitas vezes não sabem como transformar isso em produto. Estruturamos esse processo para que a fintech nasça dentro da empresa como uma nova fonte de receita recorrente”, afirma Callebe Mendes, sócio da Finscale.

Ao transformar serviços financeiros em parte do core business, o modelo não apenas amplia margens, mas também fortalece o relacionamento com clientes e cria uma nova dinâmica de crescimento, em que cada transação passa a gerar valor adicional dentro do próprio ecossistema da empresa.

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