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Acordo Mercosul-União Europeia pode beneficiar 11 bilhões de euros em produtos, aponta FIEMG

Estudo da entidade destaca potencial de ampliação do comércio exterior, mas alerta para desafios de competitividade da indústria nacional

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia passará a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio de 2026 e deve beneficiar imediatamente cerca de 11 bilhões de euros em produtos brasileiros, segundo estudo divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da entidade. A projeção é baseada em dados relativos à importação de 2025.

Considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, o tratado foi negociado ao longo de mais de duas décadas e prevê a redução gradual de tarifas, a ampliação do acesso a mercados e o fortalecimento das relações comerciais entre os blocos.

Por outro lado, o acordo também impõe desafios importantes à indústria nacional, especialmente em segmentos mais expostos à concorrência externa, que precisarão avançar em eficiência, inovação e adequação a padrões internacionais.

De acordo com a FIEMG, as oportunidades identificadas equivalem a aproximadamente um quarto da pauta brasileira exportada ao bloco europeu e incluem tanto produtos já presentes nesse mercado, como café solúvel, suco de laranja, carnes, autopeças, partes de motores e insumos industriais, quanto itens ainda pouco exportados pelo Brasil e por Minas Gerais, mas que podem ganhar competitividade com a redução de tarifas, cotas ou regras preferenciais.

Para a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da FIEMG, Verônica Winter, o momento exige uma atuação estratégica do setor produtivo. “O acordo representa um avanço relevante na inserção internacional do Brasil, com potencial de geração de crescimento e ampliação de mercados. No entanto, é fundamental que o país fortaleça sua competitividade, reduzindo o Custo Brasil e apoiando a indústria na adaptação às exigências do mercado europeu”, destaca.

A FIEMG avalia que para que os ganhos sejam efetivamente captados, será necessário um esforço coordenado entre setor público e privado, com foco na modernização da indústria, melhoria do ambiente de negócios e apoio às empresas exportadoras.

Entre os principais pontos de atenção estão as exigências regulatórias e ambientais da União Europeia, a adaptação às regras de origem, o impacto sobre cadeias produtivas sensíveis e a necessidade de maior competitividade frente aos produtos europeus.

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