Paralelo Tech

Estudantes desenvolvem cadeira de rodas inovadora e conquistam prêmios nacionais de engenharia na FEBRACE

Na última semana, alunos do Colégio Albert Sabin conquistaram destaque nacional e premiações na FEBRACE – Feira Brasileira de Ciências e Engenharia -, uma das principais competições de ciência e tecnologia do país, realizada de 17 a 20 de março, em São Paulo

O reconhecimento veio a partir de um projeto de tecnologia assistiva que pode transformar a mobilidade de pessoas tetraplégicas: uma cadeira de rodas controlada pelo movimento da cabeça. O projeto foi amplamente reconhecido, conquistando o 2º lugar no Prêmio TOPUS, iniciativa aeroespacial brasileira que valoriza inovação e criatividade em engenharia, o 1º lugar no Prêmio Skyrats pelo melhor uso de sistemas embarcados, além do 4º lugar na categoria Engenharia. O professor orientador e responsável pelo projeto, Miguel da Hora, também foi destaque nacional, figurando entre os Top 10 Professores Destaque do Brasil.

“O prêmio de Professor Destaque representa os valores da comunidade científica escolar e simboliza todos os orientadores do país, especialmente os finalistas. Este ano foram 60 inscritos e fui escolhido como um dos destaques”, afirma Miguel.

Tecnologia assistiva com impacto social

O sistema criado pelos alunos do Colégio Albert Sabin utiliza um boné com sensores capazes de captar os movimentos da cabeça do usuário. Esses sinais são convertidos em comandos que controlam a direção da cadeira, permitindo a locomoção sem o uso das mãos, boca ou queixo — interfaces ainda comuns, mas muitas vezes pouco ergonômicas. A ideia surgiu quando os estudantes ainda estavam no 9º ano do Ensino Fundamental. Agora, já no 1º ano do Ensino Médio, eles alcançam reconhecimento nacional como finalistas da FEBRACE.

Além do sistema de controle, o grupo avançou no desenvolvimento de uma versão infantil da cadeira de rodas, produzida por meio de impressão 3D a partir de um modelo open source. A proposta é adaptar a estrutura para incorporar sistemas eletrônicos automatizados e garantir total compatibilidade com o controle por movimento da cabeça, ampliando as possibilidades de uso desde a infância. “Queremos criar uma solução mais ergonômica, discreta e acessível, que não imponha novas limitações à rotina do usuário”, explica Miguel da Hora.

E, justamente por adotar uma abordagem open source, o projeto permite que pesquisadores, instituições e desenvolvedores reproduzam e aprimorem a tecnologia. “A iniciativa busca reduzir custos e democratizar o acesso à tecnologia assistiva, com atenção especial às crianças tetraplégicas, que ainda enfrentam escassez de equipamentos adaptados no mercado”, completa o professor orientador.

A FEBRACE divide os projetos em sete grandes áreas do conhecimento, incluindo Engenharia, Ciências Exatas, Biológicas, da Saúde, Agrárias, Sociais Aplicadas e Humanas, além de contar com prêmios especiais voltados à inovação e ao potencial de impacto social e tecnológico.

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