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Metade das famílias brasileiras com filhos não vê necessidade de ensinar educação financeira às crianças

É o que aponta estudo conduzido pela Dinx, segundo o qual a maioria dos pais e mães não sabe como educar os filhos na área financeira, e 16% deles nunca abordaram o tema com as crianças entre 3 e 12 anos de idade

Uma pesquisa realizada pela Dinx – ecossistema gamificado de educação financeira para crianças – com famílias brasileiras que têm filhos com idade entre 3 e 12 anos revelou que metade delas (47%) não vê a necessidade de falar sobre educação financeira com as crianças no momento, ainda que muitos pais e mães afirmem ser difícil lidar com o desejo de compra dos filhos, estimulados pela publicidade em aplicativos e redes sociais.

A pesquisa revelou, também, que há um descompasso entre a percepção de que a educação financeira é um fator que diferencia as pessoas – aspecto apontado por 75% dos entrevistados – e o que os pais aplicam na prática, seja por falta de entendimento sobre a importância de educar as crianças nessa área, devido à dificuldade em saber lidar com o tema ou por ausência de ferramentas para isso. Como apontou o levantamento, 16% dos entrevistados nunca sequer abordaram o tema com os filhos com idade entre 3 e 12 anos.

"A maioria dos pais acha que educação financeira é ensinar a calcular juros. Não é. É ensinar a escolher, a esperar, e a lidar com o não. Só que quase ninguém aprendeu isso na própria infância, então, muitas vezes, não sabemos como ensinar”, afirma Gabriel Araujo, CEO da Dinx.

Para compreender melhor alguns dos resultados, a Dinx realizou ainda uma série de entrevistas quantitativas e qualitativas. O estudo mostrou que, entre os respondentes que afirmaram ter interesse em educação financeira para as crianças, 84% revelaram já terem buscado algum tipo de conhecimento, e um número ainda maior (96%) estão dispostos a contar com ajuda de uma solução que possa contribuir para a educação financeiras dos filhos. A plataforma da Dinx foi criada para quebrar esse ciclo, para que a criança aprenda educação financeira brincando, dentro de um ambiente seguro, e que os pais podem acompanhar tudo em tempo real.

“Chama a atenção o fato de que um número elevado de famílias – 84% – afirmam se arrepender de não terem ensinado educação financeira aos filhos, percentual que sobe à medida que os filhos ficam mais velhos”, afirma o CEO da Dinx. No caso de pais com filhos com mais de 10 anos, o percentual é de 89%, e nas famílias com três ou mais filhos, o índice é ainda maior, de 91%.

Por outro lado, ao avaliarem os seus conhecimentos sobre educação financeira, e darem uma nota a isso, os pais revelam também dificuldades em fazer a gestão dos próprios recursos. A pesquisa mostrou que 39% das famílias relataram não saber como investir o seu dinheiro; 33% disseram não ter reserva de emergência; 24% têm sentimentos negativos em relação à sua vida financeira e outros 21% disseram não entender de juros compostos. Apesar disso, os entrevistados atribuíram a nota média 8 aos seus conhecimentos.

Há uma discrepância entre a nota que eles atribuíram ao seu conhecimento sobre educação financeira e a capacidade de aplicá-la, na prática, junto aos filhos”, destaca o CEO da Dinx, ao citar que apenas 6 em cada 10 entrevistados afirmaram ter “muito ainda que aprender”.

O estudo também procurou descobrir o que pais e mães entendem serem habilidades de quem possui educação financeira. Para um terço dos entrevistados, isso está relacionado a economizar/poupar dinheiro, e três em cada dez famílias dizem que é saber investir o dinheiro. O percentual é ainda menor – 24% - daqueles que relacionam educação financeira à habilidade de organizar as contas, enquanto 9% vinculam esse conhecimento à capacidade de gastar menos do que ganha, e apenas 4% relacionam isso a fazer planilhas de ganhos e despesas. “O que a pesquisa mostra é que, no geral, o entendimento sobre educação financeira está muito ligado a dinheiro e finanças”, destaca Gabriel Araujo.

A pesquisa quantitativa da Dinx foi realizada entre os dias 23 e 24 de novembro de 2025, em parceria com a ferramenta OnTheGo, e ouviu 204 pais e mães com filhos entre 3 e 12 anos, das classes A, B e C em todo o Brasil. Complementarmente, foram realizadas outras 18 entrevistas qualitativas com o objetivo de aprofundar aspectos revelados pela pesquisa qualitativa.

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