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Simples Nacional ainda vale a pena? Veja 5 sinais de que pode ser hora de rever o regime

Reforma tributária muda a lógica para pequenas e médias empresas; especialista explica quando o Simples ainda faz sentido e o que analisar antes de migrar

O Simples Nacional continua sendo uma escolha vantajosa para muitas micro e pequenas empresas, mas já não deve ser tratado como resposta automática para todo negócio. Com a reforma tributária, a decisão deixou de envolver só a alíquota e passou a considerar também geração de crédito, competitividade e posição da empresa na cadeia. Em 2026, IBS e CBS estão em fase de teste, e empresários já precisam adaptar processos e começar a avaliar qual modelo faz mais sentido para o negócio.

Para a contadora e diretora financeira da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), Dayane Robledo, o Simples ainda faz sentido para empresas muito pequenas, com faturamento inicial e operação enxuta. Mas isso pode mudar à medida que a empresa cresce. “O Simples não é automaticamente a melhor opção, ele é a mais simples”, afirma.

Segundo Dayane, o regime tende a continuar vantajoso quando a empresa ainda está em fase inicial, com estrutura mais leve e operação menos complexa. Também costuma fazer mais sentido para negócios que não dependem tanto de geração de crédito dentro da cadeia.

5 sinais de que vale rever o regime

1- A folha de pagamento é baixa
2- O faturamento começou a subir
3 - A margem do negócio é mais alta
4 - Os clientes são outras empresas que aproveitam crédito
5 - A empresa começou a perder competitividade em preço ou entrou numa cadeia mais estruturada

Pelas regras da reforma, empresas do Simples poderão seguir recolhendo IBS e CBS dentro do próprio regime, com transferência de créditos correspondente ao recolhido, ou optar pelo regime normal para esses dois tributos, mantendo o Simples para os demais. Na prática, isso torna a decisão mais estratégica para empresas que operam no B2B.

O que checar antes de migrar

Dayane recomenda que a decisão não seja tomada no escuro. Segundo ela, o caminho mais seguro envolve:

Simulação tributária entre cenários
Análise da estrutura de custos e margem
Revisão de CNAE e enquadramento
Planejamento prévio
Comparação entre cenário com e sem crédito

Lucro Presumido ou Real: qual entra no radar?

Segundo a diretora da CONAJE, não existe resposta universal:

O Lucro Presumido tende a ser mais vantajoso em empresas com margem alta, custos mais simples e faturamento previsível.
Já o Lucro Real costuma fazer mais sentido quando há mais despesas dedutíveis, margem apertada ou operação mais complexa.

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