Estado registra sete casos de sarampo em 2026 e reforça recomendação da vacina tríplice viral
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac" (CVE-SP), confirmou nesta terça-feira (30/6) dois novos casos de sarampo no estado. Ambos foram registrados na capital paulista, em região próxima ao município de Guarulhos. Ao todo, o estado contabiliza sete casos de sarampo em 2026.
Desde a última quinta-feira (25/6), a Pasta recomenda a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias nos dois municípios.
Os novos casos foram registrados em uma mulher, de 20 anos, mãe de um dos bebês com sarampo confirmados na semana passada, e em uma criança de 6 meses de idade. Ambas não possuíam histórico de vacinação.
Na última semana, a Pasta confirmou outros três casos da doença, também na capital paulista, todos em bebês entre 6 meses e 1 ano de idade. As ocorrências estão sendo investigadas em conjunto com o CVE-SP e Ministério da Saúde (MS) para identificar a origem da infecção.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça a orientação para que a população procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência para verificar a situação vacinal e atualizar a imunização.
Desde quinta-feira (25/6), a dose zero foi anunciada pelo Governo de SP como uma estratégia adicional de proteção e não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Portanto, mesmo que a criança receba a dose zero entre 6 meses e 11 meses e 29 dias, deverá manter o esquema de rotina, com a primeira dose da vacina tríplice viral aos 12 meses e a segunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses.
"Com a confirmação de novos casos, reforçamos a importância de manter a vacinação em dia. O Estado atua de forma rápida, com vigilância epidemiológica, investigação dos casos e intensificação da vacinação para interromper a circulação do vírus e proteger a população, especialmente as crianças", afirma a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang.
A SES-SP monitora continuamente o cenário epidemiológico do sarampo e reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença. Atualmente, a cobertura vacinal contra o sarampo no estado é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda dose.
Devem receber a dose zero da vacina tríplice viral as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nos municípios de São Paulo e Guarulhos.
A dose zero também pode ser indicada em ações de bloqueio vacinal, conforme avaliação epidemiológica, para crianças dessa faixa etária no entorno de casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
A primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, deve ser aplicada aos 12 meses de idade.
A segunda dose deve ser aplicada aos 15 meses, preferencialmente com a vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Quem comprovar as duas doses é considerado vacinado.
Devem comprovar uma dose da vacina tríplice viral. Quem comprovar a dose é considerado vacinado.
Trabalhadores da saúde
Devem comprovar duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade, conforme a situação vacinal. São considerados vacinados os trabalhadores que comprovarem as duas doses.
O Governo de São Paulo disponibiliza o portal https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/, que reúne respostas às principais perguntas da população sobre vacinação, eficácia dos imunizantes, eventos adversos, doenças imunopreveníveis e riscos da não vacinação.
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